Mas por que não? Sou romano. E você também é, caro leitor.
Todos nós, nascidos no lado ocidental do mundo, somos romanos, porque nossa civilização, nossas crenças, nossas perguntas e nossas tentativas de resposta vieram de Roma. Sem Roma, não conheceríamos os gregos. Sem Roma, não falaríamos português. Sem Roma, não existiria um Brasil. Pelo menos, não o Brasil latino onde vivemos.
Aqui vai o texto da orelha de O centésimo em Roma, preparado pela Rocco:
O centurião Publius Desiderius Dolens, depois de anos combatendo bárbaros na Germânia, está de volta às apinhadas vielas de Roma. Estamos em 68 d.C. As legiões romanas dominam o mundo. Nero, o imperador insano, comanda as legiões — ou, pelo menos, imagina comandar.
Conhecido em toda parte como o Carniceiro de Bonna, o ambicioso centurião Dolens deseja bem mais que ser um plebeu temido e admirado por sua capacidade de matar. Quer ingressar na ordem dos cavaleiros, posição de prestígio no Império Romano e passaporte para o mundo dos nobres. Como não dispõe da fortuna necessária para se tornar cavaleiro — duzentos e cinquenta mil sestércios, não incluídos aí os subornos de praxe —, ele precisa contar com algumas articulações políticas, as quais, para seu desgosto, são rapidamente desfeitas quando seu benfeitor cai em desgraça.
Frustrado, resta-lhe o cargo de chefe da guarda dos urbanicianos, a ralé da polícia local. O prêmio de consolação faz com que Dolens continue tão plebeu quanto antes, e agora suas tarefas são controlar arruaceiros, escoltar figurões a prostíbulos e investigar a morte de um senador da República. Ao que tudo indica, o nobre senador foi assassinado por integrantes da misteriosa seita dos cristãos, fanáticos que cultuam um judeu crucificado.
Metido numa investigação claudicante e obcecado por ascender socialmente, Dolens — dono de uma ética própria e de um coração mais melancólico do que raivoso — é o irresistível anti-herói criado pelo escritor Max Mallmann para dar vida à época em que homens poderosos, na disputa pelo trono de Nero, travaram uma guerra que levou Roma, e com ela toda a civilização ocidental, à beira da destruição.
O centésimo em Roma é um bem-humorado romance histórico, escrito com base em sólida e apaixonada pesquisa. Roma, palco de disputas políticas e conspirações, ressurge com irônica vivacidade: “colossal e patética em seus monumentos de mármore pintados em cores grotescas, é um estridente turbilhão de pregoeiros, cambistas, mendigos, vendedores, taberneiros, adivinhos, advogados e mestres-escolas. Nenhuma pedra da Cidade conheceu jamais um instante de silêncio.”
3 comentários:
Fala, Max... Belo blog. E parabéns pelo livro. Se tiver lançamento avise. Grande abraço!
Parabéns pelo lançamento! Ao que tudo indica, será o grande livro de 2010.
Ueba! Mais um livro do Max! =D E parabéns pelo blog, vai ser legal ler seus posts também!
Postar um comentário